4 motivos para seu escritório usar indicadores

 

Pode parecer clichê, mas “não se gerencia o que não se mede”. Esta frase do célebre consultor americano Edwards Deming reflete a pura realidade.

 

O que já é muito comum para grandes empresas, ainda é escasso para outras, como os escritórios de advocacia.

 

Muitos ainda engatinham com relação à utilização dos indicadores de desempenho. Talvez pela não exigência dos seus clientes, que muitas vezes contratam o escritório apenas para que encerrem seus processos.

 

Porém, se pensarmos mais além, o uso de indicadores representa muito mais do que isso! Esses escritórios, se bem amparados com indicadores-chave de performance, podem fornecer informações de valor agregado aos seus clientes.

 

Confira a seguir 4 motivos para seus escritórios adotar indicadores:

 

1) Vantagem frente à concorrência: Como dito no início do artigo, são poucos os escritórios que usam indicadores. Ao adotar na gestão da empresa a prática da medição você estabelecerá uma vantagem competitiva, pois conseguirá detectar mais rapidamente oportunidades e ameaças e se adaptar às condições de mercado.

 

Os indicadores devem ser instrumentos que alertam, de forma antecipada, eventuais movimentos relevantes do mercado, tendências adversas de performance, baixa produtividade na operação ou comportamentos específicos de clientes e da sociedade em relação às ofertas da empresa.

 

2) Descobrir pontos a serem aperfeiçoados: Números bons são sempre bem vindos (e devem ser sempre comemorados), mas a função de maior importância para fins de gestão são indicadores que nos permita tomar ações de melhoria para reduzir o risco inerente aos aspectos frágeis da gestão, ou mesmo corrigir equívocos ou fragilidades processuais em tempo.

 

Muito mais importante para o gestor é aquele número que, acompanhado periodicamente, permite alertá-lo sobre eventual notícia ruim e que mostra os pontos de fragilidade do processo e da estratégia, do que aquele número que mostra “o quanto a empresa é boa e competente”.

 

Um sistema de medição de desempenho não pode ser apenas o mensageiro da boa nova. Precisa ser também o comunicador dos problemas. O sistema de indicadores precisa mostrar quantitativamente “aquilo que precisa ser visto”, e não apenas “aquilo que queremos ver”.

 

3) Otimização do tempo: Quando enraizados de forma assertiva à cultura do escritório, os indicadores geram um ganho considerável de tempo. Com a quantidade certa e regular de informação, os gestores são capazes de identificar rapidamente onde estão os problemas e resolvê-los adotando as medidas adequadas.

 

Quando os indicadores não estão implementados à rotina da empresa, são necessárias horas e mais horas de reuniões infrutíferas com um grande número de pessoas (que para isso interrompem suas atividades-chave) para, na base de achismos, descobrir o que precisa ser consertado.

 

4) Redução dos custos: A primeira pergunta que os gestores costumam fazer sobre a adoção dos indicadores é: quanto vai custar? Na verdade a pergunta deve ser outra: quanto vou ganhar? Sim, os indicadores, quando analisados sob olhares estratégicos, costumam pavimentar os caminhos para soluções mais baratas e eficazes, proporcionando redução dos custos.

 

Conclui-se, desta forma, que é relativamente simples para um escritório de advocacia a adoção de medição por indicadores. A simples medição de resultado é de esforço tênue quando comparado à estruturação de uma cadeia de indicadores que sejam legitimamente capazes de viabilizar a tal da efetiva gestão por indicadores. Esforço, entretanto, recompensado com a certeza de que, com indicadores bem estruturados, o gestor pode efetivamente praticar o ato de gerenciar; pois, segundo o próprio Deming, “não se gerencia o que não se mede”.